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Era uma vez... 


@ A CASA DO LAGO

lualuaA brisa fria da noite começa a ser aquecida suavemente pelos primeiros raios de sol, transformando contornos e sombras, num cenário de luz. Vislumbramos pinheiros, cedros, carvalhos e uma infinidade de outras expressões da natureza, que acordam preguiçosamente nessa manhã. Gigantes montanhas protegem a cidade, a magia e o valor dos sentimentos verdadeiros de seus habitantes. Essa é a moldura que envolve a pequena cidade de Monte Verde.

Há poucos meses atrás, a família Schiavinato resolveu se mudar para cá e com o passar do tempo, que foi bem pouco, Renato, o filho do casal, conheceu Ricardo, que já morava aqui há mais tempo. Os dois rapazes se tornaram amigos rapidamente, pois não acreditam em deixar de ser crianças, e vivem cada momento sempre envoltos em magia e aventuras.

Estamos no início de Dezembro e a cidade se prepara para as festas natalinas. Verde, vermelho, branco, dourado e prata começam a predominar nas decorações, que a cada ano se tornam mais bonitas. As pequenas luzinhas que decoram casas e árvores, parecem lampejos de magia.

- Amanhã já é dia 6 de Dezembro - disse Renato. - Você costuma escrever um pedido nesse dia? - perguntou ele.
- Claro que sim! - Todos os anos eu escrevo. - disse Ricardo. - Mas..., esse ano eu ainda não pensei em nada. - Você já teve alguma idéia?
- Bem, o meu pedido será um segredo. - respondeu ele misteriosamente, com um olhar matreiro e provocador.
- Que segredo, que nada. Conta logo! - disse Ricardo enquanto voava sobre o amigo, tentando fazer cócegas para força-lo a contar.

Renato era bem mais forte que Ricardo, o que normalmente gerava confrontos e provocações, é claro que amigáveis. Desta vez no final da disputa, quem acabou sem saber o que queria e quase se matando de tanto rir foi o Ricardo.

Na noite do dia 06, ambos escreveram seus desejos num pedaço de papel. Colocaram sob o travesseiro, fizeram uma oração com as palavras do coração e adormeceram envoltos na esperança de realizar esse sonho mágico de Natal.
Os sonhos não são somente sonhos quando acreditamos que eles podem se tornar realidade.

Na manhã seguinte, Ricardo acordou cedo e foi até a Confeitaria do Marton comprar pãozinho para tomar café em casa. Ele gostava muito de lá, pois o Marton sempre estava alegre, e por esse motivo, tudo o que ele fazia parecia mais gostoso. Não posso deixar de comentar sobre uns doces que parecia serem feitos a partir de receitas dos deuses. Hummm...

Na volta para casa, enquanto Ricardo já comia a ponta de um dos pãezinhos quentes, ele encontrou uma senhora muito simpática. Seu rosto tinha as bochechas rosadas e seu cabelo era grisalho como a neve. Os olhos azuis eram visíveis através de seus óculos dourados, e pareciam olhar além do que viam.
Ricardo não a conhecia, mas havia algo nela que o impressionou muito, o que o fez cumprimentá-la com um sorriso. Nesse momento ela inesperadamente se manifestou:
- Ricardo! - posso falar com você? - perguntou suavemente.
- A...A senhora me conhece? - disse ele surpreso.
- Meu nome é Nide ! - Sou nova na cidade e estou morando sozinha na Casa do Lago. - Eu gostaria de conversar um pouco com você, será que você aceitaria me visitar? - Sei fazer umas bolachinhas de passas que são uma delícia.
Ricardo pensou um pouco, pois ele nem a conhecia, mas acabou aceitando o convite. É claro que não foi somente uma decisão do coração, pois ele não resistia a um doce, e as tais bolachinhas de passas pareciam apetitosas demais para perder essa oportunidade.

Bem..., já podemos imaginar que Ricardo não iria visitar essa senhora sem passar na casa do Renato, para contar tudo o que tinha acontecido e, quem sabe, convencê-lo a ir junto.
Isso foi fácil, e enquanto já estavam indo para a Casa do Lago, que ficava um pouco distante de onde eles moravam, Renato perguntou:
- Você não acha que essa senhora vai ficar brava, de eu estar indo junto? - Nem você mesmo a conhece direito.
- Claro que não! - Além do mais aquela casa tem fama de ser mal-assombrada. - Você não achou que eu viria sozinho, não é? - disse ele rindo enquanto abraçava o amigo pelo lado.
Os dois gostavam tanto de aventuras, que transformavam uma simples visita à uma banca de revistas, em algo misterioso e divertido. Desta vez eles nem suspeitavam o que os esperava.

Caminharam por uma trilha em meio a uma Floresta de Carvalhos, atravessaram uma pequena ponte de troncos sobre um rio de águas cristalinas. Passaram perto do "Velho Choupo", uma árvore que os dois admiravam muito, pois seu tronco tinha traços semelhantes a um rosto, o que os motivava sempre a cumprimentar a árvore.
Finalmente chegaram na Casa do Lago. Ela parecia exatamente tão abandonada quanto da última vez que eles a tinham visto, exceto por uma luz tênue que podia ser vista tremulando através de uma cortina rendada na janela da sala. A luz se refletia sobre o pequeno lago que margeava o lado norte.

Os dois se aproximaram e a porta estava entreaberta. Ricardo chamou pelo nome da senhora Nide por várias vezes. Bateram na porta, mas ninguém veio atendê-los.
Enquanto aguardavam, os dois estranharam um detalhe que para muitos poderia parecer imperceptível: a casa era número 25 num local onde não havia outras casas, mas pensaram que talvez alguém tivesse colocado esse número para facilitar a entrega de correspondências, já que o número estava novo e parecia ter sido colocado recentemente.

Depois de muito hesitarem, resolveram entrar cautelosamente. Estava escuro, com exceção de uma sala que ficava logo à direita da porta de entrada. Um suave perfume de olíbano emanava do ambiente. Os dois estavam tensos e entraram em silêncio, mas com medo de serem surpreendidos por alguém ou por alguma coisa.
A senhora Nide parecia não estar em casa, mas a lareira estava acesa. Sobre uma mesa de madeira de Angelim, que era circundada por pesados sofás, eles encontraram um pratinho com biscoitos de passas, que lembravam um rocambole cortado. Ainda estavam quentes e logo ao lado havia um envelope vermelho com a inscrição: "Renato e Ricardo" em letras douradas.

- Ricardo, essa senhora sabia que eu viria com você? - disse Renato surpreso.
- Claro que não, Renato! - e nem me pergunte porque o envelope está com os nossos nomes.

Depois de muito hesitar, Renato resolveu pegar o envelope e o abriu. Dentro havia um papel onde estava escrito:

"A pedra triangular
na lareira vai revelar
o caminho a seguir
e as portas para onde ir"

Os dois se aproximaram da lareira e começaram a procurar uma pedra triangular. Procuraram, procuraram, e procuraram, mas nenhuma delas era triangular como dizia a mensagem. Já estavam impacientes e começaram a tocar todas as pedras, mas infelizmente nada aconteceu.

- Acho que foi só uma brincadeira, que essa senhora fez com você, Ricardo. - E eu ainda entrei nessa.
- Mas e o envelope com os nossos nomes? - Não, é estranho? - perguntou Ricardo meio desapontado.
- Bem, isso eu não sei como explicar, mas... não fique assim, pelo menos foi uma aventura e tanto. - disse ele enquanto o abraçava para consolá-lo.

Os dois pegaram o envelope e saíram da casa meio frustrados com a aventura. Quando...
- Ricardo !!! - olhe para o telhado! - Há duas chaminés saindo fumaça. - Isso quer dizer que....
- Há outra lareira na casa! - disseram os dois juntos.
- Vamos lá !!!! - gritou Renato, enquanto corriam de volta.

Os dois acenderam duas velas e subiram as escadas. Abriram algumas portas, mas somente na terceira tentativa, encontraram um quarto bem aconchegante, com uma lareira acesa. A lenha já estava praticamente consumida pelo fogo, mas o ambiente ainda podia ser visto com mais clareza do que com as velas.

Do outro lado do quarto, havia duas camas arrumadas com travesseiros de plumas e um cobertor xadrez de vermelho e verde escuro. Tudo parecia limpo e pronto para receber visitas.
Ao lado da lareira havia uma árvore de Natal, que chegava quase até o teto. Toda decorada com ramos de canela amarrados com fitas vermelhas, saquinhos de pano que deviam estar cheios de ervas aromáticas, o que deixava o ambiente com um suave perfume. Sobre os galhos havia algo branco que se parecia com a neve e inclusive era frio como ela. Os dois nunca tinham visto nada igual.

Ao se aproximarem da lareira, encontraram dois embrulhos de juta, ornamentados habilmente com um laço vermelho e verde, e que estavam identificados com seus nomes.

Cada um abriu o seu "presente" e ambos encontraram uma pequena caixa de madeira com um trabalho complexo de machetaria na tampa, que causava uma ilusão de ótica interessante. Dentro dela havia algumas folhas secas e sementes. Sobre elas um objeto semelhante a uma chave de madeira, com símbolos desconhecidos.
Os objetos eram iguais e não se encaixavam, até que os dois perceberam surpresos que unidos eles formavam o contorno de uma Árvore de Natal e o número 25.

Voltaram novamente a atenção para a lareira e começaram a procurar a pedra triangular, quando de repente...
- Achei a pedra! - gritou Renato.
- Uebááá.....Quero ver. - disse Ricardo tentando empurrar o amigo.
Os dois não contiveram o entusiasmo e pressionaram juntos a pedra triangular. A cabeceira de uma das camas se levantou, revelando um alçapão com uma escada cujos degraus se perdiam na escuridão.
Ricardo engoliu em seco, pois detestava lugares fechados e túneis escuros, mas Renato o incentivou, como sempre fazia, e os dois aventureiros se muniram de velas e desceram as escadas.
Encontraram um corredor com paredes de pedra e diversos símbolos gravados nelas, mas nenhum deles conseguia entender o que estava escrito. Andaram um pouco mais e bem à frente viram duas portas de madeira, com entalhes.
Ambas as portas tinham um brasão entalhado no centro. A da direita mostrava a paisagem de uma cachoeira em meio à floresta, deixando ver que, atrás da água que caia das pedras, tinha uma passagem para uma gruta. No pequeno espaço de céu que as copas das árvores deixavam aparecer, via-se um eclipse solar em formação.
A porta da esquerda mostrava um mosaico de cenas que os humanos chamariam de mitológicas. São gnomos, elfos, orques, dragões, castelos flutuando no ar e todo o tipo de imagens de "faz-de-conta", todas dispostas de maneira que, se ligássemos umas às outras, um pentagrama seria formado bem no centro da porta.

Não haviam fechaduras e nem maçanetas, mas os dois perceberam que entre elas havia um símbolo geométrico complexo, faltando 3 elementos. Dois deles pareciam com os que eles haviam recebido dentro das caixinhas, e eles tentaram encaixá-los.
Nesse momento, mesmo sem terem o terceiro elemento, a porta da esquerda se abriu e eles viram um de seus maiores sonhos realizados: "NEVE". Os dois estavam em um bosque totalmente nevado. Nem é possível descrever a folia que os dois fizeram brincando na neve. Estavam muito contentes, mergulharam nela e fizeram até uma guerra com bolas de neve. Só se ouviam risadas: "akakakakaka" e "Uebááás".

Quando o entusiasmo esfriou um pouco, perceberam uma casa iluminada, bem perto de onde eles estavam. Caminharam com os pés afundando no chão macio, e se aproximaram dela. Sua porta se abriu revelando um interior inacreditável. Era uma sala que não estava somente decorada com motivos natalinos, o ambiente emanava o próprio Natal.
Sobre uma mesa, havia mais daquelas bolachinhas de passas, o que os deixou muito curiosos.

Renato foi o primeiro a ficar interessado por uma estante realmente inusitada: era feita de madeira pintada de verde com pátina para parecer mais velha. Duas laterais de madeira espessa de mais ou menos 10 cm com a parte frontal trabalhada em baixo relevo. Na parte inferior, o entalhe da madeira imitava a base de uma árvore quando a madeira tocava o chão, dando a impressão de que a estante surgiu da madeira do assoalho e não podia sair dali de maneira alguma.

- Ricardo! - Venha ver esses livros. - disse Renato enquanto lia o nome do primeiro livro: "Estrela de Natal" - Ano de 1998.

Quando Ricardo ouviu esse nome, se aproximou perplexo da estante e o que ele via parecia impossível. Renato continuou lendo os nomes dos livros:
- "A Amizade de Natal - 1999", "A Chave Mágica - 2000", "Natal na Floresta dos Cedros - 2001", "Mistério do Ébano - 2002", "Natal além dos Limites - 2003".

Ricardo tinha motivos para estar tão surpreso, pois desde o ano de 1998, que ele mantinha a tradição pessoal de escolher um amigo ou amiga para homenagear escrevendo um Conto de Natal. Secretamente a sua intenção era escrever o conto desse ano para o Renato.

- Olhe! - tem um livro sem nome para esse ano. - disse Renato que estava encantado com os contos.
- Que estranho! - O livro desse ano ainda está em branco. - Por que alguém teria um livro com as páginas em branco?
- Por enquanto ainda estão em branco! - disse uma voz forte.

Quando os dois olharam para trás... ficaram sem palavras...
A descrição e roupas do homem eram tão evidentes quanto inacreditáveis, e após engolir em seco, Renato perguntou:
- Que... quem é o senhor?
- Não precisam ter medo, meus amigos. - Meu nome é Veynar..., mas acho que sou bem mais conhecido como: PAPAI NOEL.

Antes que suas mentes pudessem inibir suas emoções, eles correram para abraçá-lo e beijá-lo. Era o momento mais feliz de suas vidas e com lágrimas de emoção, os dois partilharam da sensação mágica do Natal, como nunca imaginaram antes.
Para sorte de Ricardo, o assunto dos livros ficou de lado, pelo menos por enquanto.
Conversaram muito e o Papai Noel respondeu inúmeras perguntas, enquanto mostrava sua cabana que realmente parecia bem maior por dentro do que por fora. Com certeza alguma magia de Natal....Ho! Ho! Ho!

- O senhor mora sozinho aqui? - perguntou Ricardo.
Antes que Papai Noel respondesse, ele olhou detidamente para Ricardo, como se seus olhos conversassem silenciosamente com ele, e sorrindo disse:
- No Natal muitos duendes e anões me ajudam na entrega dos presentes, mas durante o ano eu partilho meus dias com alguém muito especial...
Por uns instantes um silêncio pairou no ar, e a Senhora Nide, entrou na sala. Ela estava vestida de acordo com as cores do Natal e agora já não parecia tão frágil, como da primeira vez quando Ricardo a encontrou na rua.

Se reuniram para tomar um delicioso chocolate quente e comer algumas das bolachinhas de passas, que realmente eram deliciosas e tinham gosto de Natal.
Nesse momento, Papai Noel ficou em silêncio por alguns instantes e disse em um tom suave:
- Eu imagino que vocês queiram e mereçam saber porquê eu os trouxe aqui. Depois do pedido que fizeram no dia 06 de Dezembro, eu achei que vocês mereciam viver uma aventura de verdade, já que era um de seus desejos. Além disso eu não podia deixar de recompensá-los pela sua forma única de ser, e pela simplicidade e carinho na forma de expressarem seus sentimentos. - Podem voltar quantas vezes vocês desejarem, e com o passar do tempo descobrirão uma infindável série de aventuras que vocês poderão viver, utilizando suas chaves e as portas mágicas. Guardem segredo e usem a Casa 25 como seu segundo lar, mas sempre com sabedoria!

Chegou a hora de irem embora, e enquanto Renato se despedia da senhora Nide, Ricardo foi se despedir do Papai Noel. Ele pensou em perguntar sobre os livros, mas foi antecipado, por um sussurro enquanto se abraçavam:
- Espero ter realizado o seu sonho, pois agora você tem uma aventura de verdade para homenagear o seu amigo.
Ricardo não conteve a emoção e lágrimas escorriam em seu rosto.
Os dois já estavam saindo da casa, quando Renato, que não era de esquecer dos detalhes, parou novamente ao lado da estante e perguntou:
- Papai Noel, porque o livro de 2004 está em branco?
Ricardo emudeceu, mas Papai Noel disse:
- Não se preocupe, pois agora tenho certeza de que em breve ele não estará mais em branco. - disse ele enquanto piscava discretamente para o Ricardo.

Os dois passaram novamente pela porta da esquerda, retornando para o corredor e depois para o quarto da Casa do Lago. No caminho de volta para suas casas, ambos nem sabiam o que contar ou comentar. Estavam entusiasmados demais !!!

Como era a primeira vez que a família Schiavinato festejava o Natal em Monte Verde, resolveram convidar a família de Ricardo para partilharem da ceia juntos. Fizeram os preparativos e todos se
reuniram na mesa para o jantar. Antes de comerem reservaram um momento de silêncio para orar e agradecer a felicidade e méritos em estarem vivendo um momento tão especial.
Mais no final da noite, todos se sentaram ao redor da Árvore de Natal, e começaram a entrega de alguns presentes.

Ricardo estava ansioso, chegou perto do Renato e lhe entregou um pacote embrulhado com um papel muito interessante: tinha um cenário de neve com uma pequena casinha que lembrava saudosamente da aventura que eles tinham vivido.
- Espero que você goste, pois eu fiz especialmente para você! - disse ele comovido.
Renato estava muito emocionado, e quando abriu o pacote, viu que era um livro, com o título de: "A Casa do Lago", cujo autor era o próprio Ricardo. Havia uma dedicatória muito sincera e que expressava a importância da amizade.

Eles se abraçaram muito emocionados, quando de repente as luzes se apagaram por alguns segundos e quando acenderam novamente a Árvore de Natal estava coberta com algo que parecia a neve que eles tinham visto na Casa do Lago. Todos ficaram maravilhados com o milagre de Natal e felizmente ninguém ficou preocupado em saber o porquê, mas sim em viver o momento com o coração. Sentir a neve, sem questionar se era de verdade ou não.

Todos consagraram a Noite de Natal com muito amor, lembrando que para preservar esses momentos, não existe a dependência de nenhum milagre, mas a decisão de uma atitude de cada um de nós, em jamais esquecer que a magia está presente sempre.



Autor: Ricardo Namur Claro

Gostaria de agradecer à minha esposa Rita Aubim pela inspiração, incentivo e amor para escrever esse Conto de Natal, e ao meu amigo: Renato Schiavinato Lopes, pela amizade, carinho e magia, que me motivaram a homenageá-lo nesse ano.

Agradecimento também para o Marton e a Nide que conquistaram a sua presença nesse conto, pela sua simpatia.






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(Última atualização em 19/12/2004).


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©1997-2004, Chave Mágica
by Leandro Amaral e Ricardo Namur
Ilustrações em aquarela: Sérgio Ramos